terça-feira, 28 de agosto de 2012

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Lolla Malcolm freqüentou sua primeira sessão de terapia com 13 anos. Com 13 anos, Lolla era novata na escola em que ela mesma escolhera estudar. E o que baseou sua escolha foi o fato de que a nova escola era maior, com mais turmas, mais alunos, mais atividade extra-classe e consequentemente mais cara. Para convencer os pais de que a mudança seria positiva, Lolla escreveu uma longa carta para sua mãe, que costumava ceder quando Lolla dissertava argumentativamente. De fato, a carta surtiu efeito e no ano seguinte, Lolla vestiu seu uniforme verde seguiu para a nova escola. Mas a novidade do ambiente escolar pouco a pouco foi se mostrando um atrativo para a desordem. Lolla fez mais amigos que exercícios de matemática no primeiro mês. Como essa equação geralmente não é favorável, logo que chegaram as notas, Lolla sentiu a diferença. E também seus pais, com quem se comprometeu a estudar mais na nova escola. Por conta disso (e o fato de Lolla ser constantemente chamada na direção por mau comportamento), eles decidiram que a terapia seria a melhor forma de conter sua ânsia social. A terapeuta não ajudou muito. Com 13 anos, Lolla não conseguia perceber o que estava ao seu redor, mas sabia que o sorriso simpático da psicóloga não a faria perceber as complexidades do mundo. Com dois meses de sessões pouco inspiradoras, Lolla convenceu sua família de que aquilo não era mais necessário e passou a estudar matemática na casa da tia. Isso servia como terapia, uma vez que sua tia era uma pessoa bastante aberta a ouvir os causos de Lolla e o problema das notas se resolveu por completo. Tia Kátia, além de ensinar equação de segundo grau, apresentou o chocolate Twix para Lolla e contou a história do filme “Efeito borboleta” que pareceu extremamente interessante para Lolla. Lolla foi descobrir mais tarde que na verdade o filme era horrível.

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